Olá pessoal, hoje venho com um post um pouco diferente do que estamos acostumados por aqui. Trata-se de uma entrevista com Marilson Campos. Ele foi lider do projeto do Cadê em 1998 e hoje é CTO do Whojini (uma espécie de rede social com um diferencial bem interessante). A entrevista foi concedida ao site BayBrazil, um site que traz entrevistas com brasileiros que vivem na “Bay Area” nos Estados Unidos.
A entrevista aborda o site Whojini e seu serviço, aspectos sobre a privacidade em redes sociais e fala um pouco sobre a trajetória de Marilson. Eu estou publicando apenas a parte que fala sobre redes sociais. A versão completa em inglês pode ser acessada no site do BayBrazil. Sabemos da importância das redes sociais para SEO. Espero que gostem.
BayBrazil: O que é o Whojini?
Marilson Campos: Whojini é um serviço que permite que você solicite, armazene e procure informações de pessoas que você conhece e confia. Nós usamos as redes sociais (Facebook) e os grupos de e-mail (grupos Yahoo, etc) para propagarmos as solicitações aos amigos e aos amigos de amigos.
Redes Sociais são boas para a publicação de informações, mas elas não são projetadas para organizar e recuperar conhecimento. É aí que vem o Whojini.
BayBrazil: Vocês estão em versão beta. Como os usuários tem reagido até agora?
Marilson Campos: Nós lançamos uma versão inicial e testamos nosso produto com um grupo selecionado de cerca de mil usuários. O feedback tem sido muito bom, mas muitos usuários querem algumas características que nós não oferecemos ainda. Estamos em processo de conclusão desta lista de desejos antes de começar a promoção com força total.
BayBrazil: Qual é o modelo de negócio Whojini?
Marilson Campos: Nosso modelo é baseado na entrega de anúncios on-line de alto valor. Ao armazenar informações sobre as necessidades dos usuários e a necessidade de seus amigos, podemos descobrir que tipos de produtos e serviços seriam mais relevantes para cada usuário e oferecer anúncios mais relevantes para eles. Com os anúncios mais relevantes, podemos oferecer um melhor retorno sobre o investimento para os anunciantes. Existe uma empresa chamada Aardvark, recentemente adquirida pelo Google, que também usa algumas das mesmas idéias que estamos focando.
BayBrazil: Assim sendo, empresas privadas poderão usar Whojini para impulsionar seu mercado de mídia social?
Marilson Campos: Sim, as empresas podem criar campanhas de marketing que usarão o conhecimento armazenado em Whojini.
BayBrazil: Quanto tráfego você espera gerar em países como o Brasil?
Marilson Campos: Temos que estar perto de nossos usuários, a fim de descobrir suas necessidades. É por isso que nós começamos localmente primeiro. Após esta fase inicial de lançamento do produto, planejamos usar parceiros locais no Brasil para testar o produto lá.
BayBrazil: Privacidade na internet é uma preocupação mundial crescente. Qual o impacto disso nas redes sociais?
Marilson Campos: Uma das empresas que eu trabalhei no passado estava lançando um componente social de seus produtos em 17 países. Foi um pesadelo. Você tem que perceber que com as redes sociais qualquer usuário poderá ter um conjunto diferente de opções de como controlar sua privacidade dependendo de onde eles estão localizados. A complexidade surge quando qualquer interação entre dois usuários deve levar em consideração ambas políticas.
Outro problema é educar os usuários sobre o que não deve ser publicado. Um amigo meu, advogado corporativo, disse-me que a primeira coisa que ele recomenda aos seus clientes é remover toda a informação postada no Facebook.
Eu acredito que o poder das redes sociais é visível nas centenas de aplicações em que as redes são habilitadas. Uma parte substancial destes serviços vai acabar, mas alguns continuarão a prosperar e vão tornar-se plataformas. A idéia é que os usuários não querem pertencer a 20 diferentes redes.
O LinkedIn, por exemplo, tem sido capaz de manter uma grande parte da rede de negócios, enquanto o Facebook adquiriu mais as relações pessoais.
A pergunta é “Como posso evitar que minha avó seja bombardeada com mensagens de meus amigos profissionais”. Esta é apenas uma dimensão do problema.
Como as redes sociais continuam a crescer sem fronteiras, será natural o aparecimento de normas internacionais de privacidade.
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