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Os Cinco Erros Mais Comuns em Link Building

Autor Postado por Paula Albocino na categoria Link Building
Comentários [15] Comentarios

A apresentação de Jim Boykin, proprietário da empresa We Build Pages e conhecido como o “Ninja do Link Building”, teve uma das maiores audiências do evento SES Londres 2010. Link building tem sido a minha principal tarefa como especialista em SEO e a palestra de Jim me chamou a atenção para alguns erros que eu cometi, e acredito que muitos cometam, antes de ganhar experiência.

1 – Quantidade é melhor que qualidade

Ao prestar contas do trabalho para o chefe ou cliente, o profissional de SEO é muito cobrado por números. “Quantos links você conseguiu esta semana?”, perguntava o meu chefe toda santa sexta-feira. A melhor pergunta, porém, seria em quais sites de qualidade ou quantos links relevantes eu consegui na semana.

Por causa da pressão por números eu me concentrei muito em blogs. Geralmente eles precisam de conteúdos novos e aceitam com mais facilidade sugestões de artigos com links para o meu site. O problema de blogs é que cada vez que entra um post novo, o texto com meu link vai perdendo a posição na página principal e passa cada vez menos valor. Além de exigir manutenção constante, a maioria dos blogs tem baixo PageRank.

Escrever comentários em sites e participar de fóruns inserindo links cai na categoria de “Links preguiçosos”, disse Jim. Quando eu estava analisando os meus concorrentes vi que muitos fazem isso e acabei fazendo também. Por serem links fáceis de conseguir, o valor que eles passam é muito baixo. Além disso, escrever comentários Spam, sem relevância ao que está sendo discutido, é bem deselegante.

2 – Submeter o mesmo artigo a vários diretórios

Escrever textos originais e cadastrá-los em diretórios de artigos, como o Artigonal e Só Artigos, é uma das formas mais eficientes de conseguir links de qualidade para o site. Alguns deles permitem inserção de até três links por texto, o que é ótimo para trabalhar palavras-chave de páginas internas. O processo é simples e gratuito, mas a publicação do artigo vai depender da aprovação dos editores e demora entre algumas horas e uma semana.

Quando Jim terminou sua apresentação, várias pessoas cheias de dúvidas se aglomeraram para conversar com ele. Depois de cotovelar muita gente, eu finalmente consegui um pouco de sua atenção. Ele me disse que a submissão de artigos a diretórios é uma boa tática, contanto que tenham conteúdos exclusivos, já que o Google não conta links de conteúdos duplicados. “Se for utilizar o mesmo texto, não adianta modificar algumas palavras ou parágrafos. O Google é muito bom em reconhecer conteúdos similares”, ele me explicou.

3 – Gastar muito tempo com links em sites irrelevantes

Cada link é um voto para aquela página especifica do seu site, mas os votos não têm o mesmo valor. O voto de um site com alto Page Rank vai ter mais peso. Entretanto, Page Rank é apenas um dos fatores que definem o valor do voto.

Os outros fatores que devem ser considerados são: relevância, autoridade e confiança. Sites relevantes são aqueles que tratam do mesmo tópico que o seu. Autoridade é característica de sites que são apontados por vários sites relevantes. E, por último, confiança é um atributo subjetivo e complicado de medir, mas uma forma simplificada seria olhar para os backlinks de um site e ver se entre eles estão votos de sites de autoridade. Links de sites não relevantes têm pouco valor.

Por exemplo, para um site de roupas femininas, seria interessante conseguir links de sites que tratam de moda, pois o assunto é relacionado. A jornalista Gloria Kalil e a modelo Gisele Bündchen são autoridades nesse setor, pois são muito populares entre profissionais de moda. Se a Gisele Bündchen recomenda o seu site para compra de roupas, ele ganha confiança, já que foi endossado por uma autoridade no assunto. Já se o Pelé recomenda o seu site, a opinião dele conta tanto quanto a de qualquer outro homem que não entende nada de moda feminina.

4 – Solicitar links sem palavras-chave

Link é tudo igual. Tanto faz conseguir um link www.seusite.com.br quanto um com palavra-chave, apontando para uma de suas páginas. Não é? Não, e já que você está tendo o trabalho de contatar alguém para pedir, implorar ou subornar por um link, tente conseguir o melhor: uma ou mais palavras-chave em texto âncora, apontando para uma ou mais páginas especificas do seu site.

Cada página tem um tópico diferente e, portanto, um grupo de palavras-chave que gera mais tráfego para aquela área especifica do site. Tenha uma lista de todas as suas páginas e respectivas palavras-chave antes de começar o trabalho de link building. Links com palavras-chave é o fator que mais ajuda o posicionamento da página de um site em sites de busca. Não acredita? Veja aqui.

5 – Troca ou compra de links

Já vou explicar por que essas práticas estão na minha lista, mesmo sendo comuns entre profissionais experientes. Antes quero deixar claro que elas não fazem parte da política da empresa para qual trabalho e eu nunca fiz. Alguns profissionais de SEO não as consideram erro, mas “parte do jogo”. Eu sou a favor de soluções mais criativas e menos arriscadas, mas quem for fazer deve ter conhecimento suficiente no assunto para avaliar se vale à pena.

A troca de links “Aponte para o meu site e eu aponto para o seu” não é tão grave quando feita de forma natural. Não é um problema quando alguns dos seus links são trocados, o Google apenas desconta o valor do voto quando percebe a reciprocidade. Porém, a troca excessiva pode gerar punição do site pelo Google. Comprar links, porém, é uma prática bem arriscada. Basta o Google perceber que um deles foi comprado para aplicar punição.

Ser punido pelo Google significa deixar de ser indexado. Seu site não será mais encontrado nem mesmo se o usuário digitar o nome da empresa.

Mas com tanto site na Web, como o Google pode descobrir que algum deles comprou um link? Alguns diretórios são bastante óbvios, mostrando preços e instruções para pagamento. Se esse diretório é descoberto, os sites que estão dentro dele já entram no filtro do Google. Se algum dos seus “vizinhos” de link no diretório for descoberto, o seu corre risco. Ainda, seu concorrente pode preencher um formulário anônimo denunciando seu site.

“Faz 15 meses que não compro sequer um link”, garantiu Jim Boykin, como um ex-alcoólatra que luta para se livrar do vício. Atualmente ele foca seus esforços em gerar conteúdos que possam ser atraentes para autoridades nas indústrias de cada cliente.

Se você tiver outros deslizes para acrescentar à minha lista conte aqui nos comentários. E quem nunca cometeu erros em Link Building, que atire o primeiro mouse!

Paula Albocino mora em Londres e trabalha como especialista em SEO para os cursos de Inglês online Englishtown. Assina o blog http://palbocino.wordpress.com Twitter:@palbocino

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15 Respostas to “Os Cinco Erros Mais Comuns em Link Building”

  1. Guilherme Diz:

    Ótimo post! Muito obrigado pelas dicas Paula.

  2. Ygor Sarkis Diz:

    Senhores a página http://www.englishtown.com.br/ está acusando falha no carregamento possivelmente problema de servidor , dns , banda ou etc. Verifiquem isso ok .

    Gostei do texto paula , vou acompanhar seu blog . Qual o seu twitter , não encontrei feeds no seu blog

  3. gabriel martins Diz:

    Ótimo artigo, parabéns. E os agregadores de notícias, são uma boa opção? Produzimos sempre 2 ou 3 artigos por semana para cada cliente e postamos nos agregadores, diHITT, linkk, LinkTo, Rec6 e etc…

  4. Diego Diz:

    Quantidade é melhor que essa suposta “qualidade”. Pagerank é de menos, superior a ele é o texto ancora do links. Ele sim faz uma grande diferença.

    Independende de pouco pagerank de quem está enviando link.
    E mais, e melhor conseguir links de sites dentro e fora do seu nicho de mercado. Como matt cutts disse: “Um Link é um link.”

    Troca de links é importante, com moderação. Venda também pode ajudar a conseguir tráfego, basta usar nofollow e está feito.

    Troca de links é reciprocidade. O proprio Google realiza essa técnicas em seus blogs. Não há mal nenhum.

  5. Paula Albocino Diz:

    Olá, pessoal. Obrigada pelos comentários!

    Guilherme: O site da Englishtown foi modificado esta semana e por isso ficou fora do ar em alguns momentos. Agora já está funcionando normalmente, obrigada pelo aviso. Meu Twitter é @palbocino e já coloquei feed no meu blog, obrigada pela sugestão!

    Gabriel: Ter um artigo na página principal do diHITT, linkk, LinkTo, Rec6 etc. pode gerar bastante tráfego para o seu cliente. Se a noticia for interessante, pessoas que possuem sites ou blogs podem citá-la com um link para o site, o que é ótimo para link building.

    Diego: Sobre quantidade x qualidade e relevância, eu separei um parágrafo do Guia para iniciantes do Seomoz em http://www.seomoz.org/article/beginners-1-page#6c. Veja abaixo:

    “While thousands of low quality, spammy pages or reciprocal free-for-all links pointing to you may provide some boost in the SERPs, a far greater effect can be achieved with just a few highly valuable, well-placed links from relevant sources that will drive both traffic and rankings. In the age of advanced link spam analysis, search engines will give greater credit to one link from CNN.com, Berkeley.edu, or Usability.gov than from 50,000 guestbooks, forum signatures, or reciprocal link directories.”

    Leia esse artigo também, ainda sobre o mesmo assunto. http://paulmccarthy.co.uk/content/link-building-strategies-quality-v-quantity

    Se você tiver o artigo/ vídeo do Matt Cutts onde ele diz que link é tudo igual, pode me passar?

    Troca de links, quando feito com moderação e de forma natural, não tem problema. Dê uma olhada nesse artigo que mostra como os mecanismos de busca enxergam troca de links http://www.rustybrick.com/seo_articles_10.php. Veja também o trecho: “It is very possible for you to naturally have reciprocal links, triangular links and so on. But if you see an ‘excessive’ pattern of one category of the link types mentioned above, then a red flag may be raised.”

    Obrigada novamente pelos comentários, e-mails diretos e follows no Twitter. Muito bacana o público do Brasilseo!

  6. gabriel martins Diz:

    Obrigado pela resposta, só para finalizar. Agregadores de notícias não são tão revelantes em relação a juice mesmo?

    Compensa mais usar o tempo com diretórios de artigos?

  7. Paula Albocino Diz:

    Oi Gabriel,

    Não tenho certeza, seria interessante se outras pessoas da comunidade que utilizam os agregadores de notícia ajudassem a responder.

    O que eu percebi é que os links da página principal do dihitt apontam para páginas internas do próprio dihitt e não para os sites onde estão os artigos. Na página interna, onde está a notícia com o link para o site, eles utilizam o nofollow. Não sei quanto a outros agregadores de notícias, mas faça o mesmo processo para verificar.

    O diretório de artigos “Só Artigos” não utiliza nofollow e você tem a vantagem de poder trabalhar textos ancora dentro do seu texto. Verifique os outros tambem.

    Então, a minha conclusão é que diretórios de notícias são melhores para link juice, mas agregadores são muito bons para gerar tráfego para o site e links indiretos (outros sites e blogs linkando para o seu)

    Se alguém aí tiver mais informações sobre o assunto poste aqui :)

  8. Léo Cabral Diz:

    Paula;

    Muito se fala de otimização de sites, referindo-se somente à parte interna da otimização, ou seja, a codificação do site, texto âncora, densidade de palavras-chave e demais técnicas e esquecem da parte externa que é justamente o link building.

    Talvez o fato de “esquecerem” é porque esta é, como sabemos, a parte mais difícil do negócio e quando realmente é necessário que se trabalhe em cima de links, a solução mais fácil é cometer os erros citados.

    Link Building é sinônimo de criatividade e relacionamento.

    Costumo dizer que o especialista em SEO também precisa ser um especialista em Mídias Sociais, pois o relacionamento é o que realmente conta na hora de propagar suas informações e conseguir links.

    Concordam?

  9. Paulo Alberto Diz:

    Olá, Paula

    Através do seu artigo (muito esclarecedor por sinal) encontrei o SEOmoz, que fonte abundante de informações, fiquei estarrecido in a good way :)

    Boas dicas e parabéns por sua ética no trabalho.

    Paulo

  10. Carlos Duarte Diz:

    Ótimas dicas Paula! Só faltou mencionar o Webartigos.com, site que eu administro e possui um Alexa Ranking (http://www.alexa.com/siteinfo/webartigos.com#) melhor do que os outros dois sites citados, além do domínio ser mais velho (05/2006) e termos mais backlinks. Ah, também não colocamos NOFOLLOW nos links como Artigonal.

    É uma questão de publicar em vários sites e ver qual trás o melhor resultado.

    Um abraço!
    Carlos Duarte.
    Webartigos.com

  11. Ricardo Politi Diz:

    Tudo bem Paula, lendo o seu artigo como estou inciando em seo me surgiu uma dúvida, vc citou em ganhar links ex Artigonal mas como vou ganhar um link la poderia me explicar.
    criei um artigo no meu site tenho que criar um novo assunto relacionado a meu artigo no meu site e linka-lo com uma ancora ou simplesmente copiar o meu artigo com todas as palavras e postar nestes site linkando para o meu

  12. Robert Martim Diz:

    Virei fã do site! Mas uma coisa que me deixa de cabeça quente está relacionado a compra de links. Oras, o AdWords da Google não é, grosso modo, uma compra de links? Alguém pode anunciar na TV e atingirá muitas pessoas não interessadas, mas atingirá algumas. A compra de link seria algo assim e o mesmo vale para o AdWords. Enquanto isso, continuo a gastar meu dinheiro com AdWords! Suspiros.

  13. Anderson Lopes Diz:

    Robert,

    Em primeiro lugar, obrigado pelo comentário, bom saber que você gostou do site. Sobre usa dúvida.

    A compra de links quando feita com o objetivo de propaganda ou divulgação como é o caso de banners e indiretamente o google adwords não tem problema nenhum. O problema está quando o link tem o objetivo de manipular os resultados de busca, ou seja o link passa pagerank.

    Imagine o valor que o link de um grande portal com PR alto pode passar ao seu site. Por isso o google pede que links para patrocinio, divulgação, propaganda, etc tenham o atributo nofollow, ou sejam feitos por javascript ou ainda redirecionem para uma página bloqueada no robots.

    Espero que tenha ajudado, qualquer dúvida pergunte novamente.

    Abraços
    Anderson
    Equipe Brasil SEO

  14. Robert Martim Diz:

    Anderson,

    Valeu pela resposta… mas, a meu ver, tudo é um tentativa de melhorar o ranking objetivando algo. Um pode ser para ter mais visibilidade (alguém resolve andar atrás de celebridades outros pagam por sua companhia) ou para aumentar suas vendas (meu caso).

    Por exemplo, eu uso o Alexa para ver como dados sobre meu site (voce recomenda/conhece?) e lá há anúncios do próprio Google de gente que oference backlinks por USD9.90 (1000 links de “qualidade”)… imagem de tal anúncio aqui: http://www.wordpower.com.br/pics/backlinks.png

    Me parece estranho o fato do Google receber dinheiro deste anunciante que, pelo pouco que entendo, está tentando manipular ranking e, seu eu faça o mesmo pagando a este indivíduo ao invés de pagar a Google (como eles fazem) eu entro pelo cano…

    Outra coisa que notei também é que depois que me juntei ao AdWords, algumas páginas minhas que apareciam bem no Google nao aparecem mais. Elas só aparecem no meu anúncio pago ou lá na quarta-quinta página, embora apareçam no topo quando uso o Yahoo…

    Por estas razoes, eu me questiono…

  15. Anderson Lopes Diz:

    Robert, vamos lá ao seus pontos.
    Você deu a sua poinião e com certeza eu respeito, mas…

    O google diz que um anúncio de adwords não tem relação alguma com o posicionamento orgânico, algumas pessoas dizem que existe sim, eu como não trabalho com PPC não posso falar nada.

    Sobre a questão do link pago, a partir do momento que o anunciante paga, o Google aceita, mas em SEO esse site dificilmente vai aparecer se o google perceber a venda de links.

    Sobre Alexa, acho uma métrica interessante e já usei ela por algum tempo, o problema é que eles só levam em consideração os dados dos usuários da toolbar que são poucas pessoas, mas com certeza tem sua validade.

    Obrigado pelo comentário.

    Abraços
    Anderson
    Equipe Brasil SEO

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